Cory Doctorow é um dos blogueiros mais lidos do mundo. Nada de especiarias árabes e besteiróis afin$. Papo bom, relevante ou não. Seu blog é o BoingBoing. Cory também é escritor. Adora ficção científica, cultura popular-digital-livre e outras coisinhas.
Seu primeiro livro, "Down and Out in the Magic Kingdom", agora está disponível em 'português do Brasil' também. Livre e gratuito, como na versão original. Trampo elogiável de José Rafael de Macedo Zullo.
12 fevereiro 2007
O Fundo do Poço no Reino Encantado
Marcadores: boingboing, creativecommons, cultura_livre, literatura, referência, sci-fi
11 fevereiro 2007
Van Halen: Pai e Filho
Essa é só para os rockeiros de quase-meia-idade e uma certa saudade. Uma das melhores bandas estadunidenses dos anos 80 está de volta: Van Halen. Com seu vocalista original, o David Lee Roth. Não curto revivals, particularmente aqueles movidos exclusivamente por muita $$. Mas neste caso dá pra dar um desconto. É tanta emo-merda, tanta pasmaceira, tanta viadice, que tem espaço sim para um velho e descompromissado Rock'n'Roll. E o Van Halen é muito bom nisso.
Curioso no anúncio é a saída do baixista, o Michael Anthony. Em seu lugar entra Wolfgang Van Halen! Um moleque de 15 anos e filho do Eddie. Se fizer no baixo 30% do que o pai faz com a guitarra, será um show. Titio Alex segue nas baquetas.
Marcadores: junkyage*, música, rock_and_roll
04 fevereiro 2007
Você não tem que usar aquele vestido...
.., aquele vermelho. Hoje não.
Pode sair de bermuda. Aquela jeans que consegue melhorar tua bunda. Parecia impossível. Mas ela consegue. A bermuda. Você.
Ela. Ela consegue ficar melhor de manhã. Duvida? O rostinho meio inchado - cara de sono. Camiseta hering e uma bermuda jeans. Dá de mil naquele de vestido vermelho.
Ando pensando em ti. Persona sem nome. Coletânea de pseudônimos. Eva? EVA!
Lembro do teu papo sobre teu filho, teu xodó. Nasceu quando tu, gaúcha, tinha 16? Agora tens 19 e espírito de mãe velha. Instinto de mãe natural.
Mas pintou aqui, nesta cama.
Artista, pode confundir qualquer um. Pode fazer qualquer um acreditar no teu gozo.
Tu tá com sono. E preocupada com aquela criaturinha de quase 3 anos.
Mas és honesta. Generosa. Tem 15 minutos?
Então... a Veja não gosta da tua profissão. Ano passado, no ranking de livros mais vendidos, ela escreveu "Memórias de minhas p... Tristes". Você acredita? É um livro do Gabriel Garcia Marquez! E ela censurou o título assim. Se achou com direito de censurar a palavrinha PUTA.
Piorou. Semana passada, naquela fajuta e tendenciosa seção de frases, ele repetiu o feito. Colocou uma frase do Gabeira com "p...". Puta merda, ele falou "PUTA"! Eles surrupiaram a frase e ainda se acharam no direito de podar uma das partes mais importantes dela!!! Pode?
Você não liga, né? Com essa carinha inchada e superior. Mas eu ligo! Porra, aquela revista vive recheada de fotos de péssimo gosto. Algumas edições jorram sangue. E não pode escrever a palavrinha "PUTA"??? PUTA QUE O PARIU!!!
Que moral é essa? Reclamam do Chavez e convivem com uma auto-censura ridícula assim? Pode??
Você quer ir embora, né? Quanto é mesmo?
Marcadores: crônica
03 fevereiro 2007
Sto Lat
Se você estiver na Polônia e, de repente (que redundância), soltar um espirro (espirros sempre ocorrem de repente), ouvirá o seguinte:
- Sto lat!
É o jeito deles dizerem "Saúde!". Mas eles são muito generosos: "sto lat" significa 1000 anos de saúde! Sabe d'onde veio isso? Antigamente o pessoal acreditava que um espirro podia expulsar a alma. O "saúde" seria uma forma de não deixá-la fugir. Mas havia também, em outros cantos, quem acreditasse que o espirro podia expulsar o demo. Se essa crença tivesse pegado, muita igreja por aí teria que adotar outra estratégia de marketing, não é mesmo?
O espirro como uma coisa boa vem da Grécia antiga. Aqueles sábios de verdade viam o espirro como um bom sinal. A ciência de hoje ensina que esse ato involuntário de nosso corpo realmente faz bem: expulsa organismos indesejáveis. E a gente nem percebe o tanto de força que se faz: um espirro pode atingir uns 150 km/h! Imagina só, aquele minúsculo vírus maldito, com capacete, tirando um racha.
Em tempos de Internet é assim que a informação viaja. Rápida, em múltiplas estradas e formatos. Daí o nome da revista ilustrada acima: Atchim! Átomo e bits. Picanha e cerveja. Cotidiano e BlueNoir. Futebol e humor. Papo sério ou não. Varginha e o mundo, hehe.
Sto lat pra ela!
25 janeiro 2007
Scratch #081
"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra"
- Mário Lago
Em dia de São Tom, o scratch vai para o Lago? Não estaria melhor na lagoa, ou no jardim? Talvez, mas seguiria sem sentido. Afinal, hoje é dia de São Paulo também. E a lagoa e o jardim são cariocas, como Tom, Lago e Chico. Mereciam destaque a fina garoa, a feia fumaça e as meninas que - deselegantemente indiscretas - rodam suas bolsas de compras naquela esquina famosa que fica perto da 25 de março. Mas hoje é 25 de janeiro. No dia de São Tom, a menina-musa-intrusa deveria ser outra, elegante: aquela coisa linda que vem e que passa, cheia de graça. E o que o Lago tem com tudo isso? A Amélia, pelo que todos sabem, nem está na esquina da Ipiranga com a São João e muito menos balança docemente a caminho do mar. A Amélia era mulher de verdade. São Tom mentia sobre sua paixão de verdade, a Lígia. Dizia nunca ter sonhado com ela. Santo não sabe mentir, e a máscara cai quando ele diz não gostar de samba. Desmascarado, Tom roubaria do Lago a desculpa: "atire a primeira pedra aquele que não sofreu por amor". De novo o Tom da Lagoa e do Jardim cruzaria o caminho do Lago. Com o tempo, tudo se encontra.
